27 de mar. de 2011

A falta que ela me faz...

Daí que eu tinha uma empregada maravilhosa muito boa, porque todo mundo tem defeitos, desde antes do Gui nascer, e que estava mega mal acostumada com as mordomias aqui em casa. Era daquelas que não precisava mandar, ela tomava conta da minha casa como se fosse dela.

No ano passado ela resolveu nos deixar, eu contei aqui, e desde então tenho procurado uma substituta à altura.

Passamos 4 meses com uma, que era muito paciente e boazinha com o Gui, me ajudou na mudança e ficou conosco enquanto estávamos na minha mãe, assim que voltamos pra casa e o serviço apertou (porque lá ela não cozinhava, por exemplo) ela pediu pra ir embora. Falou que o marido tinha trocado de turno e que não teria com quem deixar os filhos, mas sinceramente duvido disso.

Ela mesma me arranjou sua substituta, uma prima/mulher de um primo, sei lá. A moça era até bem intensionada, mas não sabia NADA de cozinha e eu, na minha função matinal de mãe, ainda tinha que ficar me desdobrando em mil pra ensinar a cozinhar e à fazer as coisas ao meu gosto.

Acontece que, na semana retrasada a mulher disse que chegaria mais tarde na quinta-feira pois iria dormir na fila do hospital para tentar marcar uma cirurgia para a filha, que tem um problema sério de visão. Claro que não me opus e já imaginei que a quinta-feira seria solitária, tamanha é a burocracia nos hospitais públicos...

Só que a quinta passou, a sexta, o sábado e a outra semana todinha e ela não deu mais sinal de vida! Me deixou na mão, com duas crianças pequenas, tendo que cozinhar, lavar e passar e ainda cuidar da galera. Não ligou, não atende o telefone. Deixou suas roupas aqui, sua carteira de trabalho e levou consigo a chave da minha casa!

Além de ter ficado muito, muito P da vida, fiquei preocupada com o quê essa pessoa pode estar "tramando". Resolvemos trocar as fechaduras da casa e também alertar ao condomínio, afinal, nunca se sabe.

Com tudo isso, minhas duas últimas semanas foram enlouquecedoras, com milhões de roupas para lavar e passar e à procura de uma nova ajudante, que graças à Deus, consegui no final desta semana.

Agora é rezar pra que essa não me abandone e que dê minimamente certo.

16 de mar. de 2011

Pierrôs e colombinas

(ATENÇÃO: Post longo!)

Passamos o Carnaval no Rio, mas foi uma viagem tão punk que nem pareceu feriado.

Saímos de Brasília no sábado e já pegamos um atraso de 1 hora e meia no vôo de ida, daí haja criatividade para segurar a ansiedade de um menininho de 2 anos e 9 meses!!! O vôo era as 11, com o atraso passou pra 12:30, saiu às 12:50, chegamos ao Rio quase 3, sem almoço...

Choveu o Carnaval todo na Cidade Maravilhosa, demoramos mais uma hora e tanto pra chegar no "fim do mundo do Recreio" onde mora a familia do marido. Chegamos lá e já inauguramos o primeiro de muitos churrascos nesses dias... (eles tem uma fixação por assar carne!).

 Os "trabalhos" foram tão intensos que resolvemos dormir lá mesmo (ficamos hospedados num ap da familia na Barra) e no dia seguinte partir pro nosso "lar carioca".

Não levamos nem cadeirinha, nem carrinho e bebê conforto, pois o "Primo rico carioca", por ter um filho de 1 mês e meio, nos emprestou tudo. Nos emprestou também o ap e um carro, que descobrimos não poder ser guiado pelo marido (enorme!) + cadeirinha + bebê conforto. Resultado: EUZINHA tive que dirigir no Rio!!! Pausa pra explicação - Eu nunca tinha dirigido em outra cidade além de Brasília, que tem um trânsito muito mais tranquilo e civilizado, sintam o pânico e desespero dessa que vos escreve quando constatou que só ela poderia dirigir???!!!!! - despausa. Com isso, meus planos de passear pela cidade foram por água a baixo e ficamos restritos no circuito Barra-Recreio todos os dias...

Por culpa do ar condicionado siberiano do aeroporto de Brasília a Ciça ficou doente, com uma tosse muito forte e desesperadora, tentamos de tudo (todas as receitas caseiras e simpatias) mas precisamos levá-la ao médico na terça de carnaval. A sorte é que o Rio é metrópole e tem até clínica pediatrica 24 horas dentro do Shopping! Só que com isso, o único passeio que ainda nos restava no circuito já citado - Shopping -  não pode ser feito, porque apesar de chovendo, estava quente no Rio e entrar e sair de ambientes altamente refrigerados (como eles gostam) não era muito bom pra Cecília.

Além disso, o Gui foi pra lá com Otite viral, tomando remédio pra dor e ainda com resquícios de tosse...

Daí em diante, foi só ralação. A família fazendo mil churrascos ao ar livre - chuva/vento/sereno e eu tendo que ficar com as duas crianças dentro de casa (a.k.: sozinha!) enquanto o resto do povo se divertia lá fora (incluindo o marido). A sorte é que, pelo menos o "primo rico carioca" tem TV a cabo em toda e qualquer aparelho da casa. E viva Discovery Kids!!!!!

Sim, deu praia, na quarta-feira de cinzas o tempo abriu pela manhã e o marido pode ir com o pequeno à praia e à piscina do conds, na quinta até eu fui à praia dar um mergulho entregar pro mar todas as urucas desse início de ano...

E então foi assim, até domingo, praia/piscina pela manhã, churras nas tardes (ou não, teve dia que não rolou), muita tv a cabo e só!

Na volta ainda atrasamos para sair do "fim do mundo" e quase perdemos o avião. Quase mesmo, chegamos ao balcão com o embarque já encerrado e só conseguimos seguir viagem pela benevolência do pessoal da TAM. Um stress tão grande (imaginem correr o aeroporto inteiro com duas crianças à tira colo!) que no avião eu desabei a chorar (quem me conhece, sabe que eu odeio atrasos/correrias em viagens de avião).

Quando chegamos em casa, eu só pensava no tanto que tudo é bom no meu quadradinho...

E agora, pergunto, quando será mesmo o próximo feriado????

Beijos,

1 de mar. de 2011

A excluída (ou seria a Rejeitada?)

Todo mundo me pergunta como está a reação do Guilherme em relação à Cecília e minha resposta padrão até hoje tem sido sempre a mesma: ele tem muito carinho com a irmãzinha, dá muitos beijos e faz muito carinho. Adora estar com ela e não tem nenhuma reação "adversa" em momento nenhum. Conosco é que a coisa ficou um pouco mais complicada, uma vez que ele começou a desobedecer mais, fazer mais birra e ser mais chorão. Mas achamos que,além do ciúme pela chegada da irmã, também existe o comportamento da idade (os falados "terrible twos").

Mas há algumas semanas eu venho notando um comportamento que tem me deixado bem chateada. Sei que não é culpa dele, que ele é a principal vítima, mas não posso dizer que não dói.

Desde que a Cecília nasceu, o pai ficou muito mais encarregado das tarefas do Gui, porque na maioria do tempo estou amamentando (e como a Ciça mama!), com isso, um laço que já era forte ficou fortíssimo e eu, eu fui colocada para escanteio...

Tudo hoje em dia é o papai, vai comer, tem que ser o papai, vai tomar banho, é com o papai, vai brincar, é com o papai. A mamãe só serve quando o papai não está e mesmo assim, tem que ouvir horas a fio as afirmações do pequeno de que "quer o papai"!

Até ai, tudo bem, é tudo normal, porém, na semana passada, quando ele se machucou, só chamou e aceitou o papai. Dai que meu coração começou a doer, porque a gente (eu pelo menos) sempre acha que na hora do aperto só serve a mamãe, e é nessa hora que nossa veia animal (leoa, mesmo) aparece com maior furor. Pegar a cria no colo e proteger das mazelas do mundo, como se ele ainda estivesse dentro de nós, é tudo que sabemos fazer.

Imaginem o meu desespero, vendo meu pequeno machucado, e essa semana doente (com acessos de tosse) e não aceitando nem mesmo que eu chegasse perto... Doeu, doeu muito!

Eu nem ia escrever isso aqui, porque sei que é uma fase e que tudo isso vai passar, mas essa coisa tá me sufocando e como conversar com o marido não adiantou (porque ele acha que é drama meu), precisava de algum lugar pra desabafar...

Só espero que tudo isso passe logo, porque essa parte do contrato (as letras pequenininhas) de mãe eu não estava/estou preparada pra enfrentar! Ainda bem que ainda tenho a Ciça que me vê como peça insubstituível de sua pequena rotina.

24 de fev. de 2011

À procura do impossível

Pois é, ando à procura do impossível! Sim, ando procurando uma babá.

Mas eu não queria uma babá qualquer, eu queria uma babá perfeita, daquelas profissionais, que não sacaneiam a gente, que trata nossos filhos como seus, que é disponível pra me acompanhar e que possa dormir quando eu precisar, que não fosse tosca nem burra. Acho que eu queria mesmo era uma babá igual aquela das novelas, do Manuel Carlos de preferência!

Tudo bem que se fosse pelo meu desejo essa pessoa deveria ser mais que uma empregada, pois meus horários são totalmente impossíveis. Na realidade, precisaria de alguém que chegasse às 7 e fosse embora as 20!!! Impossível eu sei, não quero ninguém escravo na minha casa, mas essa é a minha real necessidade! Como assim não dá, vou tentando horários alternativos para adaptar a casa aos horários do staff e do nosso.

Fiz entrevista com duas, uma eu não gostei a outra parece boa, mas quer além do quê eu posso pagar (e veja bem, o quê eu estou oferecendo já é além do quê eu posso pagar!). Fico esperando (e rezando toda noite) me aparecer algum anjo caído do Céu que vai resolver meu problema. Porque até agora nada me agrada e o tempo está passando!

Queria ser outra pessoa e não precisar de ajuda nesse sentido, mas ví que pra minha sanidade mental eu preciso ter um tempo pra mim e preciso de ajuda nos momentos de "embate" com o pequeno (banho, almoço, dormir) que me stressam e a ele também. Sei o quanto é ruim ter muita gente em casa, estranhos se metendo na nossa vida, mas é um mal necessário, pelo menos por enquanto.

Preciso arrumar, principalmente, alguém de muita confiança, para que eu possa ir trabalhar e deixar meus pequenos com toda a segurança nas mãos dessa pessoa, sem dúvidas e receios. Tá difícil, viu!!! Não ando confiando em ninguém.

Caso vocês tenham indicação de alguém, por favor, me falem!!!!

20 de fev. de 2011

Minha Princesinha - Yes, nós temos dobrinhas!!!!

Sexta-feira fomos ao pediatra levar a Cecília pra a consulta mensal e mais uma vez ficamos muito satisfeitos com o resultado de tanta tranquilidade na criação da minha princesa.

Ela está pesando 5.415 quilos e medindo 60 centímetros, tudo SUPER dentro do normal.

Como com o Gui tudo foi muito difícil e passei os 4 primeiros meses sofrendo com a tal curva de peso, eu esperava algum sofrimento dessa vez também, mas não foi o quê aconteceu. Minha pequena ganha peso normalmente, mama bem, está saudável, não precisa de complementos e cresce do jeitinho que tem que ser.

Nossa única preocupação no momento (que nem é preocupação mesmo!) é o intervalo entre os "cocôs" que estão entre 4 e 5 dias, mas também quando sai, sai tudo normalíssimo...heheheheh

O resultado de tudo isso é uma criança sorridente e tranquilinha, como deve ser!!!

16 de fev. de 2011

Gui - Wolverine e outras coisinhas mais

Daí que na segunda-feira ainda tivemos que carregar muito o pequeno no colo, porque o pé doía muito. O pai ficou em casa pra me dar um help, porque carregar dois é punk demais pra mim...hehehehe

Na terça o meu pequeno já "engatinhava" pela casa e usava o Plasmacar pra se locomover pela "residença", e no fim do dia já estava correndo pela casa na ponta dos pés pra não pisar no dodói!

Hoje o molequinho correu e pulou o dia todo. Já está "sarado" como ele diz! 

Amanhã eu resolvi que ele vai pra escola, vamos arranjar um jeito de calçar um sapato nele (que é o mais difícil disso tudo!) e levá-lo para aula porque o coitadinho já tá cheio de tédio dentro de casa.

Falando em escola, hoje recebi uma ligação da escola perguntando porquê o Gui não estava indo à aula. Gostei! Afinal, vai que ele tivesse matando aula, né!!! Falando sério, fiquei impressionada com a atenção, afinal meu filho não é só um número pra eles. Eu já achava isso desde a adaptação no ano passado, quando todos da secretaria e do portão sabiam o nome do meu pequeno com apenas 1 semana de aula. Hoje eu confirmei.

Minha Cecilinha resolveu que quer acordar mais uma vez durante à noite, acho que é o calor que tem feito na madrugada, porque no início da noite chove e ai a gente fecha a casa toda, quando dá 2 da manhã a casa tá um forno... Com isso, eu que tava me gabando horrores das noites bem dormidas da pequena, estou morta e acabada toda manhã... Mas vai passar, nem que seja com 2 anos de idade!!!! #mãeotimista

Estou na luta com a empregada nova, tem duas semanas trabalhando aqui e já vai faltar a 2ª vez amanhã... Duro! Além disso, ela não é muito carinhosa com as crianças, é meio mal humorada... Quando dá 3 da tarde ela já pergunta se vou precisar dela, daí não sei o quê fazer, porque tenho certeza que trabalho tem, mas não consigo arranjar uma tarefa pra ela assim de última hora. Mas também, das vezes que eu pedi pra ela ficar, ela senta no sofá e vai assistir TV comigo... Ai não dá né! Prefiro que vá embora!!

O meu problema é que sou muito mole, fico com dó das pessoas. Mas acho que não vai dar certo não, ela não sabe cozinhar direito, estragou minha frigideira teflon nova e faz uma limpezinha meia-boca. Mas só vou dispensar depois que arrumar outra, antes não, chega de ser besta!

13 de fev. de 2011

Mais uma que eu não queria passar...

O início de ano não tem sido muito fácil por aqui no quesito saúde, longe de reclamar da vida, apenas estou constatando que a "bruxa" resolveu passear por essas bandas.

E hoje estou me sentindo denovo como eu me senti aqui, meu menino se machucou enquanto jogava futebol com o pai, no quintal da casa dos meus sogros. Cortou o pé, um corte grande e fundo, num pedaço que cristal na grama da casa.

Me senti tão impotente e confesso que um pouco desesperada por imaginar que agora terei de dividir a minha atenção e o meu tempo, que antes seria exclusivamente dele, nesses dias que seguirão e que serão cheios de choramingos e pedidos de paparicos... Pelo menos dessa vez eu não estou sozinha e tenho meu marido pra me apoiar e nós dois para apoiarmos o nosso pequeno.

Como eu queria que isso tudo fosse mil vezes em mim do quê em qualquer um deles dois!!!!

7 de fev. de 2011

A livre demanda e as tarefas longe de casa

Como o Gui mamou muito pouco e ainda tomava complementos em todas as mamadas, nós tínhamos intervalos bem determinados de "barriguinha cheia" para fazer qualquer atividade fora de casa, sem que isso se tornasse uma tortura para o pequeno.

Com a Cecília as coisas são bem diferentes, porque estou amamentando exclusivamente, uma vitória digna de um post só pra isso, e porque ela só quer ficar grudada no peito! Não tenho tanto leite como gostaria (queria doar muito), não consigo/não sei tirar leite com a bomba pra estimular mais a produção, mas não importa, se está satisfazendo minha princesa me basta!

Não sei o quê é normal, quanto tempo uma criança tem que mamar? Quantos minutos em cada peito? A partir de quê mês adotar as mamadas de 3 em 3 horas?Tudo isso é novo pra mim, é o segundo filho, porém a experiência da amamentação é completamente nova.

E como com o Gui foi tudo tão difícil, me sinto muito culpada em não deixá-la mamar o quanto e quando quiser. E ela está engordando, ganhando peso direitinho, não será por conta disso??

Mas ai, as tarefas fora de casa estão se tornando impossíveis. Às vezes não consigo coordenar as mamadas com as saídas, às vezes ela dorme demais e acorda no meio do passeio e começa a esgoelar no bebê conforto, às vezes tenho que atrasar tudo porque ela não terminou de mamar.

Sair sozinha então, nossa, que dificuldade!

E as roupas, que sempre tem que ser "amamentação friendly" e que eu já esgotei, só tenho meia dúzia de coisas...

Então que minha vida tem sido esprimida entre um intervalo de mamada e outra (mas não há padrão). Só não reclamo mais porque à noite ela dorme muito bem e não preciso deixá-la no colo por muito tempo.

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